Carros autónomos levam Uber a tentar ‘curar’ enjoo

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Patente submetida pela tecnológica dá conta da intenção de criar um “sistema de simulação sensorial” que engane o cérebro dos passageiros.

A Uber está comprometida em estar na dianteira da condução autónoma, estando também consciente de que os seus esforços podem ser comprometidos por coisas tão simples e naturais como o enjoo. A possibilidade de alguns potenciais utilizadores da Uber sofrerem de enjoo em atividades como ler um livro ou navegar nas redes sociais está a levar a empresa a procurar soluções, tendo sido registada uma patente que aponta neste sentido.

A patente em questão refere um “sistema de simulação sensorial” que, por via de assentos vibratórios e jatos de ar, procurará enganar o cérebro com a criação de um ‘ambiente aumentado’, anulando efetivamente o enjoo. De notar que a intenção da condução autónoma passa por libertar mais tempo aos utilizadores mas, se houver limitações como o enjoo, todo o objetivo cai por terra.

“Com o advento da tecnologia dos veículos autónomos, a atenção do passageiro poderá ser focada em atividades alternativas, como trabalho, socialização, leitura, escrita ou outras atividades (por exemplo, organização, pagamento de contas, compras online, jogos)”, pode ler-se na patente partilhada pelo The Next Web.

 É comum que as empresas tecnológicas submetam patentes para viabilizar projetos futuros mas, tendo em conta a natureza desta patente e o facto de a Uber estar de facto a trabalhar em carros autónomos, é possível que esta tecnologia venha mesmo a ser utilizada.

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