60 DIAS SEM GOVERNO E DOIS MESES DE “PASSIVIDADE” DE JOSÉ MÁRIO VAZ

0
794

A Guiné-Bissau completa esta sexta-feira, 16 de março, dois meses sem governo, desde a demissão do executivo de Umaro Sissoco Embaló.
São 60 dias de ausência do governo, que permitiu a José Mário Vaz igualar o seu próprio recorde. Uma marca que é atingida pela segunda vez na Presidência de Mário Vaz e única na história democrática da Guiné-Bissau.
Tinha sido assim em 2015. O governo de Domingos Simões Pereira foi demitido a 12 de agosto desse ano. E, pela inexistência do governo de Baciro Dja, de acordo com o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, os membros do executivo de Carlos Correia foram nomeados pelo Chefe de Estado, a 12 de outubro de 2015.
Atualmente, a situação política que estava arrefecida volta a reanimar-se e aparenta não ter uma saída plausível, principalmente quando os partidos com assento parlamentar (com exceção do PRS) decidiram boicotar a sessão de auscultações promovida esta quarta-feira, 14 de março, pelo Chefe de Estado guineense, no sentido de encontrar uma solução para o impasse na formação de um novo governo.
De acordo com o PAIGC, a União para a Mudança, PCD e PND, só responderão ao convite de José Mário Vaz, se for para discutir a implementação do Acordo de Conacri.
Enquanto se exige o cumprimento do desse acordo, há um primeiro-ministro, Artur Silva, em funções a mais de 40 dias, mas rejeitado e contestado tanto pelos opositores, como pelos aliados do Presidente da República.
No ano das eleições, de acordo com o calendário eleitoral, o plenário da ANP não funciona, a CNE está sem presidente e o povo “cheira” e regista esta sexta-feira, os 60 dias sem governo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here