Botche Candé “dá o golpe” a Sissoko e mostra que quer ser Primeiro Ministro

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Ao início da tarde de hoje 4 de janeiro, um grupo de seis elementos da Força de Intervenção Rápida invadiu as instalações do Serviço de Segurança da Guiné-Bissau (SIS), a secreta guineense, expulsando do local o DG interino Amadu Djaló. Segundo afirmaram os elementos da Intervenção Rápida no local “as ordens superiores vieram directamente do Ministro do Interior Botche”.

Amadu Djaló, o DG afastado, é tido como um dos mais leais apoiantes do Primeiro Ministro Umaro Sissoko, recentemente envolvido numa teia de escândalos de corrupção envolvendo a aquisição de terrenos à Câmara Municipal de Bissau.

Com o aproximar do fim do prazo dado pela CEDEAO para implementação do Acordo de Conacri (15 de janeiro), a exoneração de Umaro Sissoko é neste momento uma certeza nos corredores do Palácio da Presidência, havendo apenas dúvidas quanto ao momento do anúncio.

Assim sendo, e com a ordem para o afastamento hoje de Amadu Djaló, Botche Candé pretende demonstrar, sobretudo a Sissoko mas também aos adversários no partido PAIGC, que é ele o líder  dos sectores políticos e de segurança no país. Botche é cada vez mais uma alternativa forte para a ocupar o lugar de Primeiro-Ministro, caso o Presidente da República opte por não implementar o Acordo de Conacri e pela nomeação de Augusto Olivais, do partido PAIGC, como Primeiro Ministro.

De acordo com fontes da Primatura, ao início da tarde de hoje, Umaro Sissoko terá já apresentado a carta com o seu pedido de demissão ao Presidente da República José Mário Vaz.

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