CRISE POLÍTICA ARRASOU UMA LEGISLATURA DE SONHO E AINDA TORTURA A ESPERANÇA DOS GUINEENSES

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Foi há quatro anos (13 de abril de 2014) que os guineenses foram às urnas e elegeram os deputados da nona legislatura, a mais conturbada na história democrática da Guiné-Bissau.

Com o aproximar do fim da legislatura, a crise política despoletada há três anos, ainda persiste.
A nona legislatura iniciou com um governo do PAIGC, vencedor das eleições, mas integrava também todas as outras forças representadas no parlamento. Com Domingos Simões Pereira à testa, o executivo esperava receber os fundos prometidos na mesa redonda de Bruxelas, uma esperança que não se concretizou, impedida pela crise política e pelo virar das costas entre o Presidente da República, José Mário Vaz, e a maior formação política do país.
Como as consequências do impasse ainda prevalecente, para além de não funcionamento da plenária da Assembleia Nacional Popular, em quatro anos, a Guiné-Bissau já conheceu cinco primeiros-ministros, num contexto em que a Justiça foi chamada à responsabilidade, tendo o Supremo Tribunal de Justiça proferido quatro acórdãos em momentos diferentes, para decidir os diferendos.
A Guiné-Bissau está há cerca de 90 dias sem governo e sábado, 14 de abril, os Chefes de Estados e de Governos da CEDEAO discutem, em Lomé, a situação do país.

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