Guiné-Bissau um mês sem governo

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O impasse político persiste na Guiné-Bissau, cerca de três anos depois da demissão, em agosto de 2015, do governo do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira.
O governo de Umaro Sissoco Embaló foi demitido pelo Presidente da República a 16 de janeiro de 2018, mas até agora, apesar da nomeação de um novo Primeiro-ministro, os guineenses aguardam a composição do executivo.
O pior registo na história democrática da Guiné-Bissau ficou para trás, foi em 2015, quando o país ficou dois meses sem um governo, depois da demissão do executivo liderado por Domingos Simões Pereira.
No atual contexto político, a solução é que não se vê. No dia 30 de janeiro, José Mário Vaz nomeou Artur Silva, um Primeiro-ministro da sua confiança, que está longe de ter apoio por parte dos signatários do Acordo de Conacri. Aliás, todos os partidos com assento parlamentar e o grupo dos 15 já demarcaram-se. Recusam apoiar Artur Silva e exigem a nomeação de uma figura em linha com o Acordo de Conacri, para assim integrarem o governo.
Numa altura em que as sanções justas ou injustas, conforme o debate, dominam a atualidade política guineense, os olhos do país estão em José Mário Vaz, um Presidente que, em mais de 20 anos da democracia na Guiné-Bissau, já é detentor de maior número de decretos presidenciais relativamente à nomeação dos Primeiros-ministros. Um recorde que ainda pode ser ampliado.

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