Líder do PUN aponta o dedo acusador ao “fundo da crise guineense”

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Idrissa Djaló, Líder do Partido de Unidade Nacional (PUN)

Cerca de três anos desde o despoletar da crise política na Guiné-Bissau e apesar da nomeação de um novo Primeiro-ministro (Artur Silva), a solução continua longe de ser encontrada, ainda mais que a CEDEAO acaba de anunciar a lista das figuras políticas sancionadas, em consequência do não cumprimento do acordo de Conacri.

Em entrevista à Rádio França Internacional, o Líder do Partido de Unidade Nacional (PUN), Idrissa Djaló, não tem dúvidas sobre o fundo da crise guineense.

“O fundo da crise é uma parte da classe política, das forças armadas e do setor económico que sequestraram o Estado a seu favor”, disse.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ameaça retirar da Guiné-Bissau, até final de março, a sua força militar (ECOMIB), facto esse comentado por Idrissa Djaló.

“Com as sanções anunciadas pela CEDEAO e a pressão de toda a comunidade internacional, acho que o Presidente da República conhece o efeito de não cumprimento do acordo de Conacri e sabe a importância da ECOMIB para a sua segurança pessoal”.

O Líder do PUN disse acreditar no Acordo de Conacri como solução, depois de José Mário Vaz “ter dado costas à Constituição da República”.

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