Militares da Guarda Nacional da Guiné-Bissau permanecem retidos por pescadores da Guiné Conacri

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Quatro militares da Brigada Costeira da Guarda Nacional da Guiné-Bissau continuam retidos por um grupo de pescadores da Guiné Conacri.

O incidente aconteceu quando um grupo de pescadores Conacri-guineenses foram abordados pela Brigada Costeira da Guarda Nacional devido a pesca ilegal em águas territoriais da Guiné-Bissau. Depois de terem constatado que os pescadores não respeitavam as normas de pesca, foi dada ordem de prisão para o porto de Cacine, na região de Tombali, sul da Guiné-Bissau.

Durante o trajeto, os pescadores Conacri-guineenses, aproveitando a falta de conhecimento do local pelos militares Bissau-guineenses, orientaram a trajetória das pirogas para Cathes, uma localidade na Guiné-Bissau, tendo seguido posteriormente para Kamsar na Guiné Conacri, onde os militares permanecem retidos pelos pescadores desde esta terça-feira, 3 de abril.

Contactado pela e-Global, fonte da Brigada Costeira da Guarda nacional, confirmou o insólito incidente e garantiu que os quatro militares “encontram-se salvos e bem de saúde”. O mesmo responsável indicou ainda que uma delegação da Guiné-Bissau já se deslocou a Kamsar para estabelecer os primeiros contactos com as autoridades da Guiné Conacri e obter a libertação dos militares retidos.

Responsável do Serviço Nacional de Fiscalização em Atividade de Pesca (FISCAP), referiu que a operação levada a cabo pela Guarda Nacional, não contou com pilotos do FISCAP e o número de militares colocados nas quatro pirogas não eram suficientes para o garantir a segurança da operação.

É a segunda vez que um episódio destas características acontece no setor de Cacine com militares da Guarda Nacional. O primeiro incidente ocorreu em 2013 quando um grupo de militares foi igualmente induzido em erro e conduzido por pescadores da Guiné Conacri até ao seu país, fazendo “prisioneiros” os militares.

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