O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOSÉ MÁRIO VAZ, DESAFIA OS GUINEENSES A DEFINIREM ” UM NOVO RUMO E CAMINHAR, JUNTOS, PELO CAMINHO CERTO”

0
32

Esta segunda-feira, 24 de setembro, na sua mensagem alusiva ao quadragésimo quinto aniversário da Independência da Guiné-Bissau, José Mário Vaz explica que o “Novo Rumo” que propõe aos guineenses é da construção de uma sociedade baseada no primado das capacidades, da competência e do mérito.

“Queremos uma sociedade nova, baseada no trabalho para construirmos o nosso futuro a partir do aproveitamento dos nossos próprios recursos, para o bem-estar de todos, na paz, na igualdade, na justiça, na liberdade e na solidariedade” disse, sublinhando que para que tal aconteça é fundamental que os guineenses aceitem a unidade nacional, dialogar, cooperar uns com os outros e reconheçam que a felicidade de uns não pode ser construída sobre a desgraça de outros.

Para o chefe de Estado, passados os 45 anos da independência, o dia a dia da vida dos guineenses pouco mudou e os valores intrínsecos da independência continuam por realizar devido à falta de ambição para fazer avançar o país.

“O nosso país enfrenta grandes desafios, conseguimos juntos trabalhar para a paz e estabilidade, e agora temos que construir o nosso futuro rumo ao desenvolvimento.O futuro que nos almejamos, tem de passar obrigatoriamente pela aposta nos jovens, por sinal, estão melhor preparados para assumir os desafios dos tempos modernos” disse, aconselhando os jovens guineenses que, na vida, nada se faz “sem ambição e sem esforço e nem existem formulas milagrosas de fazer avançar um país, sem ser com trabalho e muito trabalho”.

Por outro lado, o Presidente da República afirma que é um cidadão inconformado com a miséria, o sofrimento e a ignorância a que o povo guineense tem sido votado, após 45 anos de independência, pelo que, ao longo do seu mandato tem dedicado à consolidação da paz, ao apaziguamento dos ânimos, à garantia das liberdades individuais e coletivas, ao combate aos males e vícios estruturais da sociedade guineense, nomeadamente à luta contra a corrupção endémica, o nepotismo e os desmandos, para assegurar a realização da justiça, a igualdade e a libertação dos mais pobres e desfavorecidos, fustigados pela exploração e pelas desigualdades.

Por fim, Mário Vaz apela à comunidade internacional para analisar “cuidadosamente” o comportamento dos militares guineenses “que hoje assumem o papel republicano” e pediu um voto de confiança no sentido de levantar as sanções impostas contra alguns oficiais no país.  “Os nossos militares hoje, já não representam nenhuma ameaça para o nosso povo e nem para a paz, porque estão afastados de todas as querelas políticas.  Hoje o combate político cinge-se apenas na arena política, como em todas as democracias” afirma.

Este ano, o lema escolhido para o Dia Nacional é “Um passado que serve para compreender o presente e construir um futuro próspero”.

A data da independência nacional foi assinalada sem uma cerimonia oficial, se não a deposição de coroa de flores no Mausoléu Amílcar Cabral, junto ao quartel geral das Forças Armadas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here