REVISTA DE IMPRENSA 03-08-18

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Diã de Sousa mente a Nação”.  Assim abrimos esta nossa revista de imprensa e é o grande título de “Donos da Bola”, jornal que dedicou a sua primeira página às exposições oratórias que envolveram a aprovação da nova Lei do Conselho Nacional e Comunicação Social.
Segundo o jornal, “os deputados da nação, membros da comissão permanente da ANP, para assuntos jurídicos, Rui Diã de Sousa e Higino Cardoso, mentiram aos seus pares, informando, a plenária, que o Sindicato de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social e o Magistrado, Ladislau Embassa, actual Presidente do Conselho Nacional, concordaram que um magistrado assumisse o órgão e um jornalista ao cargo do vice-Presidente”. Falso!
E na decorrência deste mesmo assunto, o deputado Paulino Té, da bancada parlamentar do PRS, fez questão de aparecer na fotografia, quando insinuou que “os jornalistas são rabo dos políticos”. Barbárie esse que ativou diferentes abordagens criticas dos homens da imprensa face ao tal deputado, tendo, em consequência, o mesmo parlamentar, investir na agressão contra o jornalista, Nicolau Gomes Dautarin, apresentador do programa da Rádio Bombolom FM, “Alo Guiné”.
Porém, a resposta não se tardou.
Conforme o “Donos da Bola”, a Presidente do Sindicato de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social, Indira Correia Baldé, afirma que a “atitude do parlamentar, Paulino Té, é imoral, porquanto considera-se que um deputado é espelho da nação”, fim de citação.
Ainda no “Donos da Bola”, numa última linha, o semanário escreve que “Senegal explora Guiné-Bissau”, no caso da disputa do petróleo na zona de exploração conjunta, atribuindo, esta afirmação, ao Presidente do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados, Sana Canté.
Ora, mudando da alínea, do assunto, e do jornal, ou seja, de “Donos da Bola” para “Ultima Hora”, este, por sua vez, puxou para capa, o desafio lançado, esta semana, pelo APU-PGGB ao Executivo guineense. “Desafiamos ao Governo que apresente um cronograma que comprove a viabilidade das eleições em 18 de novembro”, titula o periódico, precisando que “o Secretário-geral da Aliança Popular Unida teceu duras críticas ao processo de recenseamento eleitoral”.
Na mesma entrevista, sublinhou “Última Hora”, Juliano Fernandes, crítica a compra de consciência durante o período eleitoral, e defende ser urgente substituir a democracia de camisola, pela democracia de visão e ideias”, fim de mais uma reprodução mimética por citação.
Ainda no “Ultima Hora”, o Procurador-geral da Republica, Bacar Biai, afirma que “o país está sequestrado por organizações criminosas”. Upp!
Mas, não é por aí que assenta a prioridade do Presidente da República.
Esta semana, José Mário Vaz brindou os guineenses com o anuncio do levantamento das sanções às 19 figuras nacionais.
Sobre a matéria, a publicação pormenorizou, citando ainda o Chefe de Estado, que “já não há mais ninguém sancionado, depois de um trabalho duro e difícil”, afirmando, de seguida, ele o Presidente, Mário Vaz, conforme ainda o “Ultima Hora”, “o país voltou a ter uma outra imagem”.
Ora, associada ou não a esta imagem referenciada pelo JOMAV, o jornal destacou, também, na sua primeira página, que “MADEM – G15 esclarece dúvidas do Supremo Tribunal de Justiça e obteve certidão de legalização”.  Fim da nossa incursão de leitura no “Ultima Hora”. Mas, ainda não terminamos.
Agora vamos desfolhar “O Democrata”, periódico que estampou a sua capa com uma grande entrevista do Secretário-geral da UNTG.
Em titulo, o semanário escreve que a “situação dos funcionários públicos guineenses é pior do que no período colonial”, termo assumido por Júlio Mendonça, responsável máximo da maior central sindical guineense.
De acordo com o sincalista, detalhou, por outro lado, “O Democrata”, “a luta que a UNTG iniciou desde 2016 é consequência da não aplicação das leis laborais no país”.
Para o Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, existem leis concebidas pelo próprio estado e que os sucessivos Governos não cumprem”.
Outro assunto que, também, não escapou a nossa “empreitada” pela leitura dos jornais publicados na Guiné-Bissau, tem a ver com a denuncia feita pelo Administrador do sector de Bubaque, Francisco António Morreira, em como, a “castanha de caju está a ser comprada a 150 fcfa por quilograma” naquela zona insular.
Contudo, de notar que o levantamento das sanções anunciadas pelo Presidente, José Mário Vaz, não escapou a abordagem de “O Democrata”, porquanto, aliás, foi tema de destaque da semana. Titulo do jornal: “JOMAV anuncia levantamento de sanções aos políticos guineenses pela CEDEAO”, remata o jornal.
Remate que vai nos permite retirar. Retirando…Até para semana!
Por: Lassana Cassamá

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