REVISTA DE IMPRENSA 27 DE ABRIL 2018

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É mais um exercício de leitura dos jornais publicados na Guiné-Bissau, olhando, sobretudo, principais manchetes da semana. Uma semana, em que a nomeação de Aristides Gomes, ao cargo do Primeiro-ministro, e a composição do seu elenco governativo, dominaram todas a linhas de atualidade.
Por exemplo, “Ultima Hora”, puxou para capa, citamos: “Aristides Gomes lidera Governo mais curto dos últimos dez anos”, detalhando, de seguida, que “o Chefe de Estado disse, no dia 26, na tomada de posse do Governo, que o dia 23 de abril de 2018, o país fez a história, porque celebrou-se a democracia no seu pleno, com fim de uma legislatura completa, sem interrupções, sem mortes, sem violência, sem golpe de Estado, sem lágrimas daqueles que outrora sofreram e viveram sobressaltos, com noites longas e incertezas do dia seguinte”, isto num panorama de “24 anos da democracia com 23 governos inconclusivos”. Mantendo fio condutor, sobre o cenário político que dominou toda a semana, “Ultima Hora” repiscou a controversa alteração constitucional, consubstanciada na prorrogação da IXª legislatura. “Respeito à legalidade e a implementação do Acordo de Conacri invocados para prorrogação da IXª Legislatura”, titula “Última Hora”, precisando que “a Lei é transitória e fica revogada quando forem realizadas às eleições legislativas no próximo mês de Novembro”, fim de citação.
E, partindo para uma outra citação, e relativamente a crise da luz elétrica e água, ainda patente, a publicação, escreve que “Ministro da Finanças e o Presidente da República impediram acordo entre EAGB e Orabank para salvação da empresa”.
Ora, com olhos postos no único jornal, que nos chegou, claro o “Ultima Hora”, este, dedicou, por outro lado, o seu Editorial, a eleição do Presidente da CNE e a Prorrogação da actual Legislatura, por parte do Parlamento, apontando as suas abordagens críticas, aos Juízes Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no primeiro caso, e a Sociedade Civil, no segundo, que questionaram sobre tais decisões.
Para o editorialista, Sabino Santos, “até podem ter razão, mas são extemporâneas estas constatações, porque, no que se refere, as violações da Constituição da República, estes dois actos, não são primários nesta legislatura, apetecendo-lhe perguntar ao que se segue: “mas com que moral fazem este pedido ao maior violador da constituição da republica”, ou seja, “onde estavam os Juízes Conselheiros durante os três anos de flagrantes violações? O que é que, na verdade, está atrás desta hipocrisia judicial e da Sociedade Civil? Será que uma Constituição suspensa é violada”? E mais, escreve “Ultima Hora”, no seu editorial, o inconstitucional Acordo de Conacri suspendeu, ou não, a Constituição da República e de mais leis ordinárias do país?”, interroga o semanário guineense, lembrando que o Presidente da República sempre nomeou o Primeiro-ministro da sua confiança e o Procurador-geral da República, proibiu as marchas e mandou-as para os períodos da noite ou finais da semana”, concluiu o jornal no seu editorial.
Por: Lassana Cassamá

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