Universidade do Aveiro estuda aves migratórias em Bolama Bijagós

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Uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro em Portugal está a levar a cabo na Ilha de Formosa um estudo sobre percurso e a forma de alimentação de aves migratórias que no período do inverno na Europa procuram esta ilha na região de Bolama Bijagós, sul da Guiné-Bissau.

À e-Global, Afonso Duarte dos Reis Rocha, investigador da Universidade do Aveiro disse que no final do trabalho a Guiné-Bissau vai ser inserida no mapa dos locais importantes para aves migratórias que deslocam ao país no inverno.

“Na realidade no fim deste trabalho queremos pôr as ilhas Bijagós no mapa dos locais importantes para as aves com repercussões nível científico e o envolvimento que este estudo traz em termos do turismo visibilidade da Guiné-Bissau no exterior e que poderá trazer mais pessoas para este país”, disse o responsável.

Afonso Rocha disse ainda que o objetivo deste estudo passa pela necessidade de saber as razões pelas quais estas aves saem da Europa para África, tendo realçado a importância das ilhas de Bolama Bijagós. “É conhecido na Europa que a zona das ilhas Bijagós é muito importante para um determinado grupo que ali se deslocam para passar o inverso, portanto o nosso objetivo é saber o porquê de estas aves se deslocarem milhares de quilómetros aqui para passar o inverno”, disse.

Por outro lado, o investigador referiu que se trata de animais que se reproduzem em alguns países perto dos Estados Unidos de América, até meio do norte da Rússia, atravessam a costa Ocidental da Europa, desde Islândia, Inglaterra, incluindo Portugal e pretendem compreender a razão que levam a optarem por estes percursos anualmente.

Na mesma ocasião, Ana Isabel Coelho doutoranda na Universidade do Aveiro, explicou que estão a estudar “um grupo de aves com uma importância mundial grandes, porque muitas têm estatutos de conservação preocupante algumas em perigo de extinção ou ameaçadas”.

Por fim, Ana Coelho destacou que na Europa, os sítios em que estes animais reproduzem é no norte do continente, não sendo esse o caso a nível de África. “É importante sabermos o que é que elas vêm aqui buscar, se têm comidas suficientes para lhes dar energia para depois para Europa, bem como as interações das mesmas com pessoas nas ilhas”, disse.

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