UPG quer que os subscritores denunciem o Acordo de Conacri

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Bandeira UPG

As sanções aplicadas pela CEDEAO contra 19 figuras políticas da Guiné-Bissau continuam a suscitar as reações da classe política guineense.

A União Patriótica Guineense, UPG, considera um atentado à soberania Nacional guineense e qualifica absurdas e infundadas a aplicação das sanções a personalidades guineenses que, segundo a CEDEAO, obstaculizaram o cumprimento do acordo de Conacri.

Em nota à imprensa enviada a CFM, esta quinta-feira, 08 de fevereiro, a UPG, liderada por um dos sancionados, Fernando Vaz, informa ainda que o seu Presidente irá intentar uma ação Judicial contra a CEDEAO, responsabilizando-a pela aplicação das referidas sanções sem qualquer fundamento.

De acordo com o comunicado do partido extraparlamentar, o seu Presidente, Fernando Vaz, não é subscritor do acordo de Conacri e nunca participou em nenhuma reunião promovida pela CEDEAO no quadro do referido acordo e que a UPG sempre foi contra porque, segundo a nota, o acordo de Conacri é um instrumento que serve só as partes em conflito no PAIGC.

No comunicado de três páginas, a União Patriótica Guineense questiona ainda a fundamentação legal para aplicar sanções ao seu Presidente e se é legitimo sancionar pessoas só pelo facto de apoiarem posições do Presidente da República e ainda o facto de os próprios subscritores do acordo de Conacry não subscreveram nenhuma clausula sancionatória em caso de não obtenção de um consenso.

Por fim, a UPG exorta aos subscritores do acordo de Conacri, nomeadamente o PRS e o grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC a denunciarem de imediato o acordo de Conacri conduzido pelos medianeiros Alpha Condé e Marcel de Souza aconselhados pelo Guineense Paulo Gomes de forma parcial e atentatória contra os interesses da paz e tranquilidade nacional da Guiné-Bissau.

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